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Associação Mãos à Obra quer colocar cem voluntários a vigiar Parque Nacional da Peneda-Gerês


O Parque Nacional da Peneda-Gerês vai ser vigiado, este Verão, por voluntários de todo o país, incluindo famílias inteiras, iniciativa inédita que pretende angariar cem pessoas a realizarem patrulhas de 24 horas por dia.

“Em conjunto com a direcção do parque foram definidos três trilhos para os voluntários percorrerem. Um deles tem mais de dez quilómetros de extensão mas também é dos mais usados pelos turistas”, explicou Carlos Evaristo, da Associação Mãos à Obra (AMO) Portugal.

A associação é herdeira da organização de base do projecto “Limpar Portugal” e pela primeira vez está a realizar este projecto.
A pé ou de bicicleta, os voluntários, identificados e munidos de equipamentos de comunicação para participarem eventuais incêndios florestais, vão patrulhar a área central do parque, entre 15 de Junho e 30 de Setembro, 24 horas por dia, precisamente nas zonas de maior importância de fauna e flora.
“Vamos precisar de cem voluntários para realizar as escalas e nesta altura já temos 35. Estes voluntários vão funcionar em equipas de dois elementos, com três turnos de oito horas por dia”, precisou Carlos Evaristo.
A direcção do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) vai disponibilizar a estes voluntários o respectivo alojamento, no Parque de Campismo do Vidoeiro.
“Temos recebido inscrições de todo o país, pessoas de todas idades e com disponibilidades diferentes. Algumas podem ficar o fim-de-semana, outras a semana e outras ainda o mês todo”, acrescentou o porta-voz da AMO Portugal.
Estas acções centram-se na zona da Ermida, na serra do Gerês, à volta dos trilhos “por onde anda mais gente”, precisamente para cumprirem as “missões” de vigilância a eventuais descuidos e prevaricações, mas também de sensibilização aos turistas.
“Temos mesmo uma família inteira, de três pessoas, que se inscreveu para passar um fim-de-semana em vigilância no parque. Em oito dias, o nosso recrutamento está a correr muito bem e será engraçado ver famílias inteiras a vigiarem o parque”, admite.
Segundo o levantamento do Instituto para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), os incêndios de Julho e Agosto de 2010 consumiram cerca dez mil hectares de área verde do Parque, ou seja 11,7 por cento da área.
Entre as zonas perdidas para o fogo contam-se 1528 hectares de área de conservação da natureza, com reduzida presença humana.
O ICNB reconheceu a perda de 2797 hectares classificados como de Protecção Total, essencialmente na zona da Mata do Cabril, em Ponte da Barca, um dos espaços ambientais mais importantes do parque.

Texto: Agência Lusa

Contacto:  
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